Microsoft apresenta tablet ‘Surface’ para concorrer com iPad

Washington, 18 jun (EFE).- A empresa americana Microsoft apresentou nesta segunda-feira seu tablet, o ‘Surface’, com o qual entrará no mercado para concorrer com o iPad da Apple. Segundo anúncio da companhia durante um evento em Los Angeles, o tablet irá operar com o sistema Windows 8, que ainda não foi lançado. O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, apresentou o tablet, que tem uma tela de 10,6 polegadas e pesa 676 gramas. O ‘Surface’, com espessura de 9,3 milímetros, vem equipado com entrada USB 2.0, uma caixa de magnésio chamada ‘Vapor Mg’ e capacidade para 32 ou 64 GB. Além disso, haverá outro produto mais avançado, o Windows 8 Pro, com espessura de 13,5 milímetros e peso de 903 gramas, que incluirá microSDXC, USB 3.0 e capacidade para 64 ou 128 GB. Além disso, segundo o site da empresa, pode ser acrescentado no aparelho um teclado de material flexível, disponível em cinco cores brilhantes, para as pessoas que prefiram o teclado convencional em vez de escrever digitalmente na tela. A companhia não especificou a autonomia da bateria, nem falou sobre os preços dos tablets quando forem lançados, no último trimestre deste ano, por enquanto nos estabelecimentos da Microsoft nos Estados Unidos e em algumas lojas on-line da companhia. A Microsoft tinha convocado nesta segunda-feira os meios especializados para um ‘acontecimento especial’ sobre um assunto não especificado. As publicações especializadas em tecnologia como ‘CNET’ e ‘Mashable’ tinham especulado que podia se tratar do tablete e achavam que o anúncio seria feito depois do fechamento dos mercados. O anúncio precede em dois dias à chamada cúpula Windows Phone da Microsoft em San Francisco onde se espera que a companhia faça a estreia da próxima versão de seu sistema operacional Windows Phone OS. EFE Fonte Copyright Efe –

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Conheça 4 brasileiros que fizeram carreira no Vale do Silício

Kinect. Android. Grooveshark. Instagram. As maiores novidades da tecnologia têm uma coisa em comum: foram inventadas ou são comandadas por brasileiros. Veja como conquistamos o Vale do Silício – e as histórias das pessoas que estão fazendo isso acontecer.

por André Gravatá

Quando jogava tênis com os amigos em Belo Horizonte, Hugo Barra nem sonhava em chefiar um dos maiores softwares do mundo – usado por mais de 300 milhões de pessoas todos os dias. Paulo da Silva sempre adorou música. Mas não sabia que iria montar uma jukebox virtual com 15 milhões de MP3. Alex Kipman gostava de ir às praias de Natal, tanto que usou esse nome para batizar um gadget – mas não sabia que ele viria a transformar completamente a interação entre as pessoas e as máquinas. E, quando Mike Krieger saiu de São Paulo para ir estudar nos EUA, nem passava pela sua cabeça que, com apenas 26 anos, venderia um aplicativo por US$ 1 bilhão. Hugo é gerente mundial do Android, o sistema operacional do Google para celular. Paulo é o funcionário número um do Grooveshark, que está entre os maiores sites de música da internet. Mike é o criador do Instagram, um dos aplicativos mais baixados do mundo. E todos eles são brasileiros.

O Brasil está na linha de frente dos projetos tecnológicos mais quentes do momento. E, sim, isso tem a ver com o nosso jeitinho – no bom sentido. “Nós não somos sistemáticos, obedientes e cooperativos como os japoneses. Tampouco temos o voluntarismo, a liderança e o preparo científico dos americanos. Mas a criatividade e a capacidade de improviso típicas do brasileiro explicam sua ascensão no mundo da tecnologia“, diz Milton Campanário, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP. É graças a esse estilo, mais grandes doses de esforço e sorte, que os brasileiros estão conquistando o Vale do Silício.

Filho de um executivo que rodava o mundo a negócios, Mike Krieger e sua família saíram de São Paulo para morar em Portugal quando ele tinha apenas 4 anos. Nessa época, ganhou seu primeiro computador. Depois de morar em cidades como Miami e Buenos Aires, voltou ao Brasil aos 15 anos. Não ficou muito. Aos 18 anos, ele foi para a Universidade Stanford, nos EUA, uma das melhores do mundo. Mike foi estudar Symbolic Systems (Sistemas Simbólicos), uma disciplina cabeçuda que mistura matérias como programação, design e filosofia. Mas, no terceiro ano do curso, conheceu um americano chamado Kevin Systrom e juntos eles tiveram a ideia de criar algo bem despretensioso: um aplicativo que deixava as fotos com cara de filme fotográfico antigo. Nascia o Instagram, que já no primeiro dia teve 20 mil downloads. O aplicativo foi ganhando popularidade até que, em abril deste ano, acabou comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. Mesmo com US$ 100 milhões a mais na conta – é o valor que Mike vai embolsar -, ele diz que seus hábitos não mudaram e continua indo de bicicleta para o trabalho (a sede da empresa, com apenas 13 funcionários, fica em São Francisco). “Estou realizando meu sonho: criar uma empresa que tenha um grande impacto”, conta. Mike vem uma vez por ano ao Brasil e diz ter vontade de colaborar com o desenvolvimento do país. “Eu continuo superinteressado no futuro das empresas de tecnologia no Brasil.”

DE MINAS PARA O ANDROID

O mineiro Hugo Barra, 35 anos, estudou em um colégio pacato de Belo Horizonte, ao lado de um zoológico. Foi cursar engenharia elétrica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até que um dia, durante uma partida de tênis, um amigo comentou com ele sobre o Massachusetts Institute of Technology (MIT), universidade que está entre os maiores centros tecnológicos do mundo. Hugo ficou encantado e começou a estudar para tentar entrar no MIT – o que conseguiu um ano depois. Cursou ciências da computação, foi trabalhar no laboratório de inteligência artificial do MIT e montou uma empresa de softwares de reconhecimento de voz. Chamou a atenção do Google, que em 2008 o contratou para trabalhar no Android (em substituição, aliás, a outro brasileiro: Mario Queiroz, que estava indo dirigir o projeto Google TV).

Hugo começou adaptando os serviços do Google, como busca e Gmail, para os celulares. Foi subindo na hierarquia da empresa até se tornar gerente mundial do Android. “Nós queremos ter certeza de que o sistema operacional é o melhor e mais rico possível”, diz. Em suas horas de folga, Hugo gosta de jogar squash e dançar salsa.

O curitibano Alex Kipman também tem um lado musical: gosta de tocar piano para arejar as ideias. Mas foi o silêncio do campo que o inspirou. Nas semanas de 2007 em que se hospedou na chácara da tia, no Paraná, ele se sentiu muito feliz. Imerso no clima do campo, começou a refletir sobre como a tecnologia às vezes escraviza as pessoas, com botões, telas e comandos aos quais os humanos têm de se adaptar – e não o contrário. Fez algumas anotações em um caderninho preto, que sempre levava consigo. Delas surgiu o chamado Projeto Natal, mais tarde rebatizado de Kinect. É o aparelho da Microsoft que permite controlar games com os movimentos do corpo, e já vendeu 18 milhões de unidades. Foi o começo de uma nova era para o mundo digital. “Um mundo onde a tecnologia entende você para que você não tenha de entendê-la”, declarou ao New York Times.

Alex entrou em contato com a tecnologia aos 5 anos, por meio dos jogos do Atari 2600 – presente do pai diplomata e embaixador do Brasil no Haiti. Por causa da profissão paterna, Kipman morou também em Brasília, Roma e Miami. Por volta dos 10 anos, começou a aprender computação. Mais tarde, foi fazer faculdade de engenharia de software no Rochester Institute of Technology, em Nova York. Aos 19 anos, montou uma empresa de tecnologia, que não deu certo. Foi trabalhar para a Nasa, escrevendo soft-wares para supertelescópios. Acostumou-se a dormir pouco, às vezes 3 horas por noite.

A entrada na Microsoft foi inesperada. Kipman recebeu um telefonema da empresa – um contato surgido “do nada”, como ele mesmo diz. Ele usava softwares de código aberto e não era fã da Microsoft. Mas, ao chegar lá, foi recebido por ninguém menos do que Bill Gates. Alex disse que ficou “embasbacado”. E aceitou a oferta de emprego. Trabalhou em produtos como o Windows Vista até que um dia, de férias, teve a ideia do Kinect. Hoje, é “diretor de incubação” da Microsoft, responsável por novas tecnologias. E, para economizar tempo, só lê e-mails uma vez por semana. Mesmo quem trabalha com tecnologia precisa de um tempo desconectado.

Paulo da Silva se sentia assim quando ganhou o primeiro computador, na infância. “Eu não o entendia muito bem”, diz. Mas seu interesse foi aumentando. Aos 12 anos, Paulo entrou num curso de programação de software e começou a desenvolver programas para empresas de amigos e parentes. O pai dele recebeu um convite de trabalho e se mudou para os EUA, levando a família. Em 2006, Paulo foi estudar engenharia da computação na Universidade da Flórida. “Meu sonho era criar uma empresa de desenvolvimento de software”, comenta. Nada disso. Paulo ficou sabendo que um site desconhecido, o Grooveshark, estava procurando seu primeiro funcionário. Ele é uma jukebox virtual, ou seja, um site em que você pode entrar e ouvir qualquer música na hora sem precisar baixá-la para o seu computador. Hoje, o site tem um acervo com 15 milhões de músicas e mais de 30 milhões de usuários.

Mas em 2006 não era assim. Quando Paulo chegou à sede da empresa, encontrou os três fundadores de bermuda e chinelo. Se é que dava para chamar aquilo de sede: uma sala onde não havia nem mesas e os computadores ficavam em cima de caixas de papelão. Mesmo assim, Paulo quis o emprego – e foi contratado. Hoje é engenheiro sênior do site. Ele mora em Gainesville, Flórida, cidadezinha de 124 mil habitantes, onde fica a sede do Grooveshark. E quer ajudar outras pessoas – brasileiras inclusive – a chegar lá. “Meu sonho é mudar a educação na área de ciências da computação. As faculdades aqui são caras e não ensinam tudo o que você deve saber para conseguir um emprego.” Inteligência, estudo, trabalho. E um pouco de gingado.

Alex Kipman
Inventor do Kinect – Nascido em Curitiba, PR, 33 anos
Durante as férias na chácara da tia, teve uma grande ideia.

Paulo da Silva
Eng. sênior no Grooveshark – Nascido em São Paulo, SP – 24 anos
A empresa nem mesas tinha. Mas ele topou traba-lhar lá: e se deu bem.

Hugo Barra
Gerente mundial do Android – Nascido em Belo Horizonte, MG – 35 anos
Cismou de estu-dar nos EUA. Até chamar a aten-ção do Google.

Mike Krieger
Criador do Instagram – Nascido em Araxá, MG – 26 anos
Apostou em uma ideia despreten-siosa – que hoje vale US$ 1 bilhão.

Para saber mais

What Makes Silicon Valley Tick?
Tapan Munroe, Nova Vista Publishing, 2009.

Fonte

Profissionais de Tecnologia de Informações estão em alta

Por Paulo Milet/Redação Eschola | BRASSCOM/ – 18/05/2012 11:34:00

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O setor de Tecnologia da Informação (TI) emprega atualmente 1,2 milhão de profissionais no Brasil e possui alta demanda por trabalhadores qualificados, já que cresce a taxas superiores ao PIB nacional – 11,3% em 2011 – e perpassa diversas atividades da economia e sociedade. Com um déficit que deve chegar a 115 mil profissionais neste ano, o segmento precisará de 750 mil novos trabalhadores até 2020,para alcançar a meta de elevar sua participação no PIB de 4,4% para 6,5%, segundo projeções da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

“Essa será uma grande oportunidade para os jovens que estão procurando colocações no mercado de trabalho e, que, além disso, podem encontrar em TI uma oportunidade de carreira sólida e com projeção internacional”, afirma Sergio Sgobbi, Diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom.A pesquisa “O Mercado de Profissionais de TI”, realizada pela Brasscom, identificou as dez profissões que são demandadas pelas empresas de TI e representam oportunidades para os jovens ingressarem no mercado, já que estão na base da pirâmide.

A pesquisa “O Mercado de Profissionais de TI”, realizada pela Brasscom, apontou que dez cargos em TI representam 93% das contratações de TI no País e todas elas estão na base da pirâmide. As profissões com maior demanda são:

– Analista de desenvolvimento de sistemas

– Analista de suporte computacional

– Programador de sistema da informação

– Técnico em manutenção de equipamentos de informática

– Help desk

– Analista de redes e de comunicação de dados

– Operador de computador

– Operador de rede de teleprocessamento

– Analista de sistemas de automação

– Programador de internet

Salários e distribuição geográfica 

No setor de TI, em que a demanda por profissionais é maior do que a oferta, os salários são superiores à media nacional. Segundo dados da Brasscom, a média salarial inicial em TI é de R$ 1.977,00, analisando o primeiro registro em carteira profissional.Considerando os avanços na carreira entre os profissionais que já estão no mercado, a média mensal é de R$ 2.950,00, quase o dobro da nacional de R$ 1.499,00. Além disso, os salários crescem acima da inflação em quase todos os estados desde 2003.No entanto, as remunerações respeitam as peculiaridades regionais: Rio de Janeiro e São Paulo, estados com grande concentração de empresas de TI, remuneram acima da média nacional.

Quais são as 10 qualidades que o mercado de trabalho valoriza

Outro desafio enfrentado pelo setor de TI é a distribuição geográfica entre a formação de profissionais de TI e a demanda das empresas. Em São Paulo, por exemplo, a contratação de trabalhadores em 2011 foi de quase 19 mil, mas as universidades formam apenas 13 mil estudantes. Já na Bahia, a contratação de 550 profissionais foi inferior à graduação de 1,2 mil formandos.

As projeções da Brasscom indicam que os oito estados analisados – São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul – demandarão 78 mil profissionais em 2014, mas apenas 33 mil concluirão os cursos. Os únicos estados que terão profissionais disponíveis em quantidade adequada são Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.

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Apesar da grande demanda por profissionais qualificados, apenas 13% dos ingressantes nos cursos superiores de TI concluem a graduação. “O setor sofre com alta evasão escolar, pois diversos estudantes não possuem perfil em tecnologia e as expectativas não correspondem à realidade dos cursos, que envolvem matemática avançada”, afirma Sgobbi. Algumas características de um profissional de TI apontadas por Sgobbi são: atenção concentrada, capacidade analítica e meticulosidade.

Cursos de qualificação

Os cursos técnicos representam grande oportunidade para os jovens que buscam qualificação em TI, já que se ajustam às novas tecnologias com maior flexibilidade. O “Curso Técnico em Informática”, elaborado pela Brasscom em parceria com o Senai, oferece capacitação em dois anos para atender as demandas do mercado. O curso é oferecido em São Paulo, Campinas e Jaguariúna.

A Brasscom, em parceria com a Derdic/PUC-SP (Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação), ainda oferece o Programa de Qualificação Profissional de Surdos em TI, com o objetivo de qualificar profissionais na área e promover a inserção social de pessoas com deficiência auditiva. Desde o início do programa, os estudantes são contratados pelas empresas do programa, que inclui remuneração e 24 meses de treinamento.

Fonte: Yahoo

Gadget aproveita energia de caminhada para ‘carregar’ celular

Colocado em um sapato, o aparelho captura a energia do movimento e a transforma em corrente elétrica

Por Época NEGÓCIOS Online
Reprodução Internet

Protótipo do tênis que carrega seu celular: em breve, pisadas energéticas vão manter a bateria sempre ativa

Se você é uma daquelas pessoas que vivem sendo pegas desprevenidas com o celular sem bateria, uma novidade poderá facilitar em muito sua vida. Dois cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, desenvolveram um gadget capaz de fazer com que a energia vinda de uma caminhada possa reduzir drasticamente o gasto da bateria do telefone celular. Colocado em um sapato, o aparelho captura a energia do movimento e a transforma em corrente elétrica.

Os cientistas têm tentado há anos aproveitar a energia produzida numa caminhada, suficiente, ao menos teoricamente, para acender uma lâmpada, ligar um smartphone ou até mesmo um laptop. Até pouco tempo, todas as soluções dos cientistas tinham sido insuficientes, já que pouca energia era criada nos experimentos.

Agora, os engenheiros Tom Krupenkin e Ashley Taylor dizem ter finalmente desenvolvido uma tecnologia que pode produzir até 10W. Para fazer o aparelho funcionar, os cientistas testaram vários metais até chegar ao ideal, o gálio. Usado em termômetros, ele é similar ao mercúrio, porém não é tóxico.

Com duas regiões na sola preenchidas com o metal, a cada pisada da pessoa é gerada uma corrente elétrica. Para que essa energia seja aproveitada, a dupla sugere a instalação de um transmissor wireless no tênis. O transmissor seria abastecido com a energia criada, fazendo com que o gasto de bateria do celular fosse reduzido, já que normalmente os telefones móveis gastam muita energia ao se conectar à rede das operadoras. Assim, o próprio transmissor faria essa conexão. “Dessa forma, sua bateria deverá durar dez vezes mais”, afirmou Krupenkin ao jornal britânico “Daily Mail”.

Para comercializar o produto, a dupla abriu uma empresa, a InStep Nanopower. Neste momento, eles estão à procura de um designer capaz de desenhar o tênis ideal para o gadget. Pelo visto, é uma questão de tempo até suas caminhadas se tornarem mais úteis.

Fonte de Pesquisa

Produtividade corporativa e mídia social não se misturam?

LinkedIn, Twitter, Facebook e outras se tornaram populares em pouco tempo. Da mesma forma que possibilitam benefícios, também têm armadilhas.

Por Chris Nerney, da Network World/US

26 de julho de 2011 – 07h30

A resposta do mundo empresarial para o crescimento expressivo das mídias sociais tem variado do entusiasmo à adesão à rejeição. O que uma empresa pode considerar como ferramenta fantástica para a construção e o desenvolvimento dos negócios, para outra companhia pode ser uma armadilha.

Ambas as visões estão corretas, dependendo de como as ferramentas de mídia social são usadas pelos funcionários. Abaixo veja como a mídia social pode ajudar os funcionários a tornarem-se mais produtivos e ainda outra formas que podem representar um risco.

1. Os funcionários podem encontrar a informação de que precisa mais rapidamente
A internet fez com que as informações ficassem disponíveis para as pessoas. Há um enorme valor nisso. No entanto, há uma desvantagem: a web pode tornar extremamente difícil encontrar soluções para problemas de forma rápida e fácil, mesmo quando um usuário faz uma busca específica.

Afinal, quando você  busca algo no Google, não encontra apenas uma resposta, são páginas e mais páginas com resultados de pesquisa. E eles não estão necessariamente em ordem de valor. Isso, muitas vezes, deixa os usuários consumir horas tentando localizar a resposta adequada, já que alguns retornos das buscas fornecem informações contraditórias e até mesmo imprecisas.

Mas quando os usuários se voltam para as redes sociais para localizar informações, o retorno é geralmente traduzido em respostas rápidas, úteis e precisas.

Quer um breve exemplo que muitos de vocês já devem ter passado? Cerca de três anos atrás, eu estava tentando descobrir como obter uma palavra-chave baseada em fluxo de Twitter em uma página web. Essa ação é muito comum hoje em dia, mas naquela época nem tanto.

Tentei encontrar uma solução por meio do Google, mas os resultados da pesquisa não foram úteis. Então, eu postei uma pergunta para os meus seguidores no Twitter. Em cinco minutos obtive três respostas específicas, que incluíam até links. Duas delas, recomendando o mesmo aplicativo. Pronto, problema resolvido.

Profissionais de todo o mundo tiveram experiências semelhantes, recebendo informações por meio do Twitter, Facebook, LinkedIn, Quora e outras plataformas de redes sociais.

2. Mídia social = impulsionador de networking
Networking geralmente é visto como forma de progressão na carreira, e não há dúvida de que é. Mas o networking também pode ajudá-lo a fazer do seu trabalho melhor. Como?

Participar da rede social correta de networking pode levar ao estabelecimento de contratos para os negócios, aconselhamento profissional e conhecimento das oportunidades educacionais (webinars etc) que podem melhorar o desempenho do profissional.

Além disso, uma boa rede de mídia social para estabelecer networking é um oásis de talentos profissionais. A próxima pessoa que você segue, por exemplo, pode tornar-se um amigo ou um futuro colaborador da empresa em que você trabalha.

3. Alívio do estresse
A mídia social pode ser amplamente utilizada no local de trabalho, mas quando usada com moderação, oferece uma pausa bem-vinda ao stress diário do trabalho.

Quer seja para conferir um vídeo engraçado recomendado por um amigo do Facebook ou ler um blog interessante postado por um dos seus seguidores, a social media oferece uma fuga breve que pode repor a energia dos funcionários e dar a sua mente um descanso antes de retomar o trabalho.

Um estudo publicado há dois anos por cientistas australianos da Universidade de Melbourne concluiu que trabalhadores que acessam sites de mídia social, blogs e YouTube durante o expediente registram 9% no aumento da produtividade.

4. Ajuda a fortalecer o trabalho em equipe
Essa afirmação é especialmente verdadeira para as empresas em que os funcionários trabalham em diferentes locais. Redes sociais privadas como Yammer e Wikis podem possibilitar que grupos focados em projetos mantenham a equipe atualizada de forma mais eficiente sobre o avanço do trabalho do que um e-mail ou pelo telefone.

Ver um projeto crescer pouco a pouco por meio de uma rede social interna  pode alimentar o entusiasmo, o empenho e um senso coletivo de propósito e realização.

O lado ruim
Há, no entanto, o outro lado da moeda da mídia social, que muitos dos especialistas não gostam de abordar. A mídia social pode ser [na verdade, tem provado ser], em muitos casos – um dreno de produtividade.

Estudo realizado pelo instituto de pesquisas uSamp a pedido da harmon.ie., provedora de software para redes sociais, conclui que a “proliferação de ferramentas de colaboração e mídia social está custando às empresas milhões de dólares por ano em perda de produtividade.”

A pesquisa indica três causas principais. São elas:

1. Interrupção do trabalho
Mídia social é uma fonte de interrupções constante. O levantamento, realizado com 515 usuários de e-mail que trabalham em diferentes empresas dos Estados Unidos, revela que “cerca de 60% das interrupções de trabalho envolvem o uso de ferramentas como e-mail, redes sociais, mensagens de texto e mensagens instantâneas”, diz.

Na verdade, prossegue o estudo, 45% dos funcionários trabalham apenas 15 minutos ou menos sem serem interrompidos, e 53% dos colaboradores perdem uma hora por dia devido aos tipos diversos de distrações.

2. Tentador dos fracos
Ter o seu foco interrompido é ruim. Mas alguns funcionários que optam por parar o trabalho para mergulhar em suas redes sociais é pior ainda.

Segundo a pesquisa da uSamp, dois em cada três entrevistados disseram que “interrompem uma reunião para se comunicar com outra pessoa digitalmente, respondem e-mail (48%), ligações no telefone celular (35%), conversam via IM (28%), atualizam seu status em uma rede social (12%) ou tweetam (9%).”

Durante uma reunião interna, esses números, sem dúvida, aumentam quando os empregados esperam pelos demais participantes. Por que você acha que há fazendas muito bem cuidadas em FarmVille?

3. Pensamento que flui
Constantes interrupções não apenas reduzem o tempo dos funcionários no ambiente de trabalho, como também têm impacto negativo sobre a qualidade dos pensamentos do profissional.

Como qualquer pessoa com filhos pequenos sabe, você simplesmente não pode se concentrar, se estiver o tempo todo desviando a atenção, voluntariamente ou não. Pensamento profundo exige concentração sustentada. E “agora onde eu estava?” não se qualifica como um pensamento profundo.

Veja a situação da seguinte forma: se o Facebook ou o Twitter existissem há um século, a famosa equação de Albert Einstein mostrando equivalência massa-energia poderia ter sido algo como: E = 🙂

Não há dúvidas de que ferramentas de comunicação social chegaram ao mundo corporativo para ficar. As empresas que bloqueiam o acesso a redes sociais e a sites não comerciais (quase metade limita o acesso, segundo a pesquisa) correm o risco de alienar os funcionários e perder muitas vantagens criadas pela revolução social. Provavelmente, o melhor a se fazer é focar na eficácia do profissional, e não desperdiçar tempo e a energia com uma repressão moral.

Fonte de Pesquisa

Notebooks na mira do crime

Clique para AmpliarLaptops e outros objetos, como celulares e pen drives, foram apreendidos com dois homens, em maio deste ano
FOTO: FRANCISCO VIANA
Um dispositivo em forma de caneta pode estar sendo usado por bandidos para encontrar laptops em veículos

Da janela de casa, a jovem Aline (nome fictício) assiste a mais um arrombamento de veículo. Ela mora em frente a uma clínica médica do bairro Dionísio Torres, onde dezenas de pessoas, todos os dias, deixam seus veículos estacionados por longos períodos. “Já aconteceram vários roubos. Os bandidos tiram o vidro de uma das janelas do automóvel e roubam notebooks. Sempre notebooks”, conta a garota.Ela, o porteiro do condomínio e outras pessoas que residem no prédio já testemunharam a ação rápida dos bandidos. “Devem ser especializados neste tipo de crime, agem muito rápido. Quando a gente chama o Ronda, já estão fugindo”.

A história que a jovem conta bate com informações já confirmadas pela Polícia Civil do Estado do Ceará. Quadrilhas de arrombadores de veículos podem estar usando um equipamento novo e bastante sofisticado para detectar a existência de aparelhos eletrônicos dentro de automóveis. Trata-se do detector de redes Wi-Fi.Clique para Ampliar

Os dispositivos, encontrados em forma de canetas ou de um equipamento que lembra um telefone celular, localizam redes sem fio para encontrar os laptops deixados dentro de automóveis. Mesmo que a máquina esteja desligada, se o Wi-Fi estiver ativo o aparelho pode ser localizado pelo dispositivo, alertam especialistas no assunto.

O dispositivo em formato de caneta, por exemplo, possui um sensor que detecta a existência de redes wireless abertas. Quando uma rede sem fio é localizada, um led verde emite o alerta. Com uma rápida pesquisa em sites de busca na Internet, as opções de compra do produto aparecem à vontade. E por preços bem acessíveis.

Fortaleza

Os bandidos têm se aproveitado do desconhecimento da população sobre o assunto para praticar os crimes em série.

Em Fortaleza, a Polícia não confirma, ainda, a existência do dispositivo em poder de quadrilhas especializadas. Apesar disso, o caso que envolve o roubo de notebooks já tomou grandes proporções no Estado. No último dia 3 de junho foi desencadeada uma grande operação que mobilizou 40 policiais civis e militares para o cumprimento de dez mandados de prisão e busca e apreensão. Durante o trabalho, apenas um homem foi preso e diversos objetos furtados de veículos na área nobre da Capital foram apreendidos.

A investigação que resultou na posterior ação da Polícia visava desarticular uma quadrilha especializada no arrombamento de caminhonetes e carros de luxo, principalmente nos bairros da Aldeota e Meireles. O alvo do grupo criminoso eram notebooks que estavam dentro dos automóveis.

Classe média

A quadrilha, que já está sendo investigada há mais de seis meses – desde que começaram a ser registrados casos constantes de furtos de notebooks em veículos – conta com a participação de alguns jovens de classe média de Fortaleza.

Um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça no início de junho foi cumprido numa mansão no bairro Dunas, na Zona Leste de Fortaleza, mas não havia ninguém na casa na hora do cerco.

Em 19 de maio deste ano, dois integrantes da quadrilha foram presos depois de serem perseguidos por uma patrulha do Ronda do Quarteirão do bairro Alagadiço Novo até a Aldeota. Os acusados, identificados como Anderson de Oliveira Silva, 20; e Edson Costa dos Reis Filho, 25, atuavam principalmente furtando laptops encontrados dentro dos carros estacionados em ruas próximas a colégios, faculdades e shoppings center nos bairros da Aldeota, Dionísio Torres, Papicu, Joaquim Távora e Meireles.

Com a dupla, a Polícia apreendeu diversos equipamentos eletrônicos e dinheiro trocado. Todo o material e os acusados, que já respondiam por furto, foram levados para o 2º DP (Aldeota), onde foi feito o flagrante.

O delegado Francisco Porto, titular do 2º DP, explica que o inquérito policial já foi encaminhado à Justiça e que já se transformou em processo. “Trata-se de uma quadrilha grande, que tem entre 15 e 20 integrantes. Do total, oito encontram-se em liberdade. Na época em que o inquérito foi concluído, representamos pelas prisões preventivas de todos eles. Sabemos que, em sua maioria, são jovens de classe média”.

FACILIDADE
Detectores vendidos na Internet

Dispositivos são comercializados em sites da Internet, por preços que variam de 20 a 45 reais, com frete grátis

“Esta caneta possui um sensor que detecta a existência de redes wireless abertas. Quando uma rede sem fio é detectada um led verde emite o alerta. Em qualquer lugar você pode testar a existência de rede sem precisar abrir o notebook. Também permite saber se existe alguma câmera de vídeo wireless espionando uma sala”. Com uma rápida pesquisa na Internet, pode-se observar a facilidade de se adquirir um equipamento como este, que os bandidos têm utilizado para rastrear os laptops.

Dentre os anúncios, existe a oferta do mesmo equipamento em formato de caneta, chaveiro, celular, relógio e até em bonés e camisas estilizadas.

Na mesma pesquisa, surge um link que ensina a construir um aparelho destes, de forma bem simples. Outro site oferece o produto em forma de chaveiro por menos de 30 reais.

Frete grátis

Num site de compra coletiva, o produto pode ser encontrado por um preço bem menor. Há ofertas que variam de 22,90 com frete de apenas seis reais até 45 reais, com frete grátis. Em menos de 10 minutos, encontramos dezenas de ofertas.

Apesar de a Polícia não confirmar, ainda, a utilização deste equipamento para furto de notebooks no Estado, há evidências que apontam para isso. Um policial civil afirmou ter conversado com testemunhas que sabem da existência do dispositivo em posse de bandidos no Ceará.

“Não temos comprovação técnica de que as quadrilhas estejam agindo com a ajuda desse dispositivo, no Estado. Pelo menos, até o momento”, afirma o delegado Francisco Porto.

Segundo o delegado, o que já ficou comprovado por meio de depoimento de testemunhas foi a participação indireta de seguranças e vigias na ação dos bandidos, fornecendo informações sobre quem tem ou não computadores portáteis nos veículos. “Especialmente nos bairros da Aldeota, Meireles e Praia de Iracema, onde havia maior incidência destes crimes”, relata o delegado.

Jairo Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), que acompanhou de perto as investigações do 2º DP, afirma que a Polícia de toda a Capital ainda está alerta para a ação da quadrilha. “O trabalho continua acontecendo. Inicialmente, o foco maior foi na área da cidade coberta pelo 2º DP, onde tinham sido registrados mais casos. Agora, a orientação foi estendida a todas as outras distritais, cada uma fica atenta para sua área”, esclarece.

De acordo com o analista de suporte e especialista em redes, Jensen Clayton, já existe a preocupação dos usuários de computadores portáteis com outro tipo de rastreador, que detecta a presença de Lítio em baterias de celulares, palmtops, notebooks e outros aparelhos eletrônicos similares. “Já houve registro de casos assim, discutidos em fóruns da Internet relacionados ao assunto”, explica

CUIDADOS
Especialista dá dicas de segurança aos usuários

“A popularização das redes WiFi nos trouxe também sua vulnerabilidade aliada à falta de políticas de segurança da informação claramente definidas”, avalia Rita Castro, perita em computação forense e especialista em Criptografia e Segurança de Computadores.

Segundo ela, “as vulnerabilidades das redes wireless podem ser minimizadas desde que os usuários configurem seus dispositivos de maneira adequada, se possível com o auxílio de um especialista. Um notebook possui uma série de dispositivos que utilizam a tecnologia wireless, cada dispositivo desse, quando mal configurado, caracteriza-se como uma porta aberta para que invasores furtem informações, possibilitando ainda o roubo do equipamento”.

Como dica de segurança, Rita Castro aconselha que se desligue as conexões ad-hoc dos dispositivos wireless do seu computador, quando você não estiver usando-as. “O seguro morreu de velho. Então certifique-se de ter um backup de seu notebook sempre atualizado. Além disso, anote o endereço IP e o endereço MAC de sua placa de rede e do seu dispositivo Wi-Fi. Através deles pode-se rastrear a máquina em caso de roubo, desde que tenha o programa de monitoramento no equipamento”.

NATHÁLIA LOBO
SUBEDITORA DE POLÍCIA

10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década

Robôs substituindo pessoas, a internet ampliando sua capacidade de forma expressiva. Você sabe o que o futuro reserva?

Por Julie Bort, da Network World/US

20 de julho de 2011 – 07h30

Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.

Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).

Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos.

1. A internet das coisas

A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que “coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala”, diz Evans.

Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon.

Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.

2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood

Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. “É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora”, diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.

Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado “zettaflood”, que  exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.

3. Tudo na nuvem

Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014.

Isso é suficiente para criar o próximo Google. “A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM“, diz Evans. “Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica.”

Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. “Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização”.

Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.

4. A próxima internet

Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.

Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.

Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.

Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado “networking quantum”, baseado na física quântica. Ele envolve “emaranhamento quântico”, em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é.

5. O mundo ficou menor

Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.

Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. “Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia”, diz Evans.

A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de “tempo recente” para “tempo real”. Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.

6. Energia solar a caminho

A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.

“A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano”, diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.

Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para “imprimir” células solares usando uma impressora a jato de tinta.

7. Pense em um alimento e faça-o na hora

Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora.

“Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada”, diz Evans.

Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.

“Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos”, aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.

8. Outra árvore genealógica

Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. “Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala”, diz Evans.

Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software.

Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.

Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.

Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. “Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente”, observa ele.

9. Sim, há uma cura

“Nada de usar marca-passos”, diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. “A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais”, diz ele.

Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.

10. Seres humanos ou Borgs?

De acordo com Stephen Hawking, “os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. “Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:

Julho de 2009 – Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.

Outubro de 2009 – Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.

Março 2010 – Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.

Junho 2011 – Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.

Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.

Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie.

Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça.