MVA – Microsoft Virtual Academy

Olá! Boa tarde!
Quer estudar para as provas de certificação Microsoft?! A própria Microsoft oferece alguns cursos gratuitos! É rápido e fácil de acessar!

Os materiais são bem introdutórios, mas já é uma ajuda, né?!

Quer acessar o MVA? Clique Aqui

Abraço!

Introdução ao SQL Server 2012 – Livro Grátis

Olá! Bom dia!

Depois de um milênio sem postar nada estou de volta! Rsrs

E com uma excelente notícia: a Microsoft cada vez mais estimula seus usuários a se aperfeiçoarem em suas ferramentas!

A prova disso é a liberação de um livro gratuito sobre introdução ao SQL Server 2012! Isso mesmo: gratuito! “De grátis”! Lógico, que de graça só o PDF! Rsrs Se interessar o livro, ele custa aproximadamente U$ 15,00.

Se quiser ler a matéria completa: http://blogs.msdn.com/b/microsoft_press/archive/2012/03/15/free-ebook-introducing-microsoft-sql-server-2012.aspx

Se quiser baixar somente o livro: Clique Aqui

Até a próxima pessoal!

Gadget aproveita energia de caminhada para ‘carregar’ celular

Colocado em um sapato, o aparelho captura a energia do movimento e a transforma em corrente elétrica

Por Época NEGÓCIOS Online
Reprodução Internet

Protótipo do tênis que carrega seu celular: em breve, pisadas energéticas vão manter a bateria sempre ativa

Se você é uma daquelas pessoas que vivem sendo pegas desprevenidas com o celular sem bateria, uma novidade poderá facilitar em muito sua vida. Dois cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, desenvolveram um gadget capaz de fazer com que a energia vinda de uma caminhada possa reduzir drasticamente o gasto da bateria do telefone celular. Colocado em um sapato, o aparelho captura a energia do movimento e a transforma em corrente elétrica.

Os cientistas têm tentado há anos aproveitar a energia produzida numa caminhada, suficiente, ao menos teoricamente, para acender uma lâmpada, ligar um smartphone ou até mesmo um laptop. Até pouco tempo, todas as soluções dos cientistas tinham sido insuficientes, já que pouca energia era criada nos experimentos.

Agora, os engenheiros Tom Krupenkin e Ashley Taylor dizem ter finalmente desenvolvido uma tecnologia que pode produzir até 10W. Para fazer o aparelho funcionar, os cientistas testaram vários metais até chegar ao ideal, o gálio. Usado em termômetros, ele é similar ao mercúrio, porém não é tóxico.

Com duas regiões na sola preenchidas com o metal, a cada pisada da pessoa é gerada uma corrente elétrica. Para que essa energia seja aproveitada, a dupla sugere a instalação de um transmissor wireless no tênis. O transmissor seria abastecido com a energia criada, fazendo com que o gasto de bateria do celular fosse reduzido, já que normalmente os telefones móveis gastam muita energia ao se conectar à rede das operadoras. Assim, o próprio transmissor faria essa conexão. “Dessa forma, sua bateria deverá durar dez vezes mais”, afirmou Krupenkin ao jornal britânico “Daily Mail”.

Para comercializar o produto, a dupla abriu uma empresa, a InStep Nanopower. Neste momento, eles estão à procura de um designer capaz de desenhar o tênis ideal para o gadget. Pelo visto, é uma questão de tempo até suas caminhadas se tornarem mais úteis.

Fonte de Pesquisa

UNION x UNION ALL

Muitas vezes vejo pessoas com dúvida sobre a diferença entre UNION e UNION ALL, apesar de ser simples a diferença.

Explicando de uma forma um pouco “grosseira”:

  • UNION realiza um DISTINCT entre os SELECTS, ou seja, os registros que tiverem informação repetida só apareceram uma vez no ResultSet
  • UNION ALL simplesmente une os SELECTS, ou seja, os registros que tiverem informação repetido apareceram no ResultSet quantas vezes eles existirem

Existem algumas regras para se usar o UNION e o UNION ALL (e são as mesmas):

  • Os ResultSet devem conter o mesmo número de colunas e devem ser do mesmo tipo (INT, NUMERIC, VARCHAR); caso contrário o SQL Server retornará um erro;
  • O nome das colunas deverá estar no primeiro SELECT e será atribuído as demais colunas;
  • A cláusula de ordenação ORDER BY só poderá ser usada após o último SELECT e ordenará todo o resultado que foi unido pelo UNION ou pelo UNION ALL; caso contrário, o SQL Server retornará um erro.

Dica de Perfomance: Se você precisa unir resultados que não podem se repetir e você conhece os resultados do SELECT e já sabem que eles não se repetem, então você deve usar o UNION ALL, pois ele não utilizará o DISTINCT entre os SELECTS o que causa um ganho de PERFOMANCE. Já se você usar o UNION o SQL Server utilizará um DISTINCT em cima de um resultado que não se repete, ou seja, consumirá recursos À toa.

Vamos ao exemplo prático:

–Declara variáveis de tabela para exemplo

DECLARE @tabela1 as TABLE(codigo int null, nome varchar(50) null)

DECLARE @tabela2 as TABLE(codigo int null, nome varchar(50) null)

 

–Insere dados na @tabela1

INSERT INTO @tabela1 VALUES

(1,‘nome1’),

(2,‘nome2’),

(3,‘nome3’),

(4,‘nome4’)

 

–Insere dados na @tabela2

INSERT INTO @tabela2 VALUES

(1,’nome1′),

(3,’nome3′),

(5,’nome5′),

(7,’nome7′)

 

–Exibe os campos da @tabela1

SELECT

                *

FROM

                @tabela1

–Exibe os campos da @tabela2    

SELECT

                *

FROM

                @tabela2

 

–Note que somente os registros do nome1 e nome3 se repetem nas tabelas

 

–Agora veja o resultado da união das duas consultas utilizando o UNION

–Os campos que possuem registros repetidos nas duas tabelas são exibidos apenas uma única vez

SELECT

                *

FROM

                @tabela1

UNION

SELECT

                *

FROM

                @tabela2

 

 

–Agora veja o resulta da união das duas consultas utilizando o UNION ALL

–Os campos que possuem registros repetidos nas duas tabelas são exibidos quantas vezes existirem nas consultas envolvidas

SELECT

                *

FROM

                @tabela1

UNION ALL

SELECT

                *

FROM

                @tabela2

 

 

 Analisando os planos de execução você pode ver porque o melhor é usar o UNION ALL no caso de você ter certeza de que os campos não vão se repetir, pois, neste caso, a consulta custa 22% a menos no UNION ALL por causa do DISTINCT (que equivale a 63% dos 35% gastos) do custo total  que é utilizado no UNION. Veja abaixo: 

Plano de Execução com UNION

 

 

Plano de Execução com UNION ALL

 

 Bom…por hoje é só. Espero que vocês tenham conseguido entender a diferença entre UNION e UNION ALL. Mais do que isso, que vocês tenham aprendido quando usar cada um deles!

Até o próximo post!

Produtividade corporativa e mídia social não se misturam?

LinkedIn, Twitter, Facebook e outras se tornaram populares em pouco tempo. Da mesma forma que possibilitam benefícios, também têm armadilhas.

Por Chris Nerney, da Network World/US

26 de julho de 2011 – 07h30

A resposta do mundo empresarial para o crescimento expressivo das mídias sociais tem variado do entusiasmo à adesão à rejeição. O que uma empresa pode considerar como ferramenta fantástica para a construção e o desenvolvimento dos negócios, para outra companhia pode ser uma armadilha.

Ambas as visões estão corretas, dependendo de como as ferramentas de mídia social são usadas pelos funcionários. Abaixo veja como a mídia social pode ajudar os funcionários a tornarem-se mais produtivos e ainda outra formas que podem representar um risco.

1. Os funcionários podem encontrar a informação de que precisa mais rapidamente
A internet fez com que as informações ficassem disponíveis para as pessoas. Há um enorme valor nisso. No entanto, há uma desvantagem: a web pode tornar extremamente difícil encontrar soluções para problemas de forma rápida e fácil, mesmo quando um usuário faz uma busca específica.

Afinal, quando você  busca algo no Google, não encontra apenas uma resposta, são páginas e mais páginas com resultados de pesquisa. E eles não estão necessariamente em ordem de valor. Isso, muitas vezes, deixa os usuários consumir horas tentando localizar a resposta adequada, já que alguns retornos das buscas fornecem informações contraditórias e até mesmo imprecisas.

Mas quando os usuários se voltam para as redes sociais para localizar informações, o retorno é geralmente traduzido em respostas rápidas, úteis e precisas.

Quer um breve exemplo que muitos de vocês já devem ter passado? Cerca de três anos atrás, eu estava tentando descobrir como obter uma palavra-chave baseada em fluxo de Twitter em uma página web. Essa ação é muito comum hoje em dia, mas naquela época nem tanto.

Tentei encontrar uma solução por meio do Google, mas os resultados da pesquisa não foram úteis. Então, eu postei uma pergunta para os meus seguidores no Twitter. Em cinco minutos obtive três respostas específicas, que incluíam até links. Duas delas, recomendando o mesmo aplicativo. Pronto, problema resolvido.

Profissionais de todo o mundo tiveram experiências semelhantes, recebendo informações por meio do Twitter, Facebook, LinkedIn, Quora e outras plataformas de redes sociais.

2. Mídia social = impulsionador de networking
Networking geralmente é visto como forma de progressão na carreira, e não há dúvida de que é. Mas o networking também pode ajudá-lo a fazer do seu trabalho melhor. Como?

Participar da rede social correta de networking pode levar ao estabelecimento de contratos para os negócios, aconselhamento profissional e conhecimento das oportunidades educacionais (webinars etc) que podem melhorar o desempenho do profissional.

Além disso, uma boa rede de mídia social para estabelecer networking é um oásis de talentos profissionais. A próxima pessoa que você segue, por exemplo, pode tornar-se um amigo ou um futuro colaborador da empresa em que você trabalha.

3. Alívio do estresse
A mídia social pode ser amplamente utilizada no local de trabalho, mas quando usada com moderação, oferece uma pausa bem-vinda ao stress diário do trabalho.

Quer seja para conferir um vídeo engraçado recomendado por um amigo do Facebook ou ler um blog interessante postado por um dos seus seguidores, a social media oferece uma fuga breve que pode repor a energia dos funcionários e dar a sua mente um descanso antes de retomar o trabalho.

Um estudo publicado há dois anos por cientistas australianos da Universidade de Melbourne concluiu que trabalhadores que acessam sites de mídia social, blogs e YouTube durante o expediente registram 9% no aumento da produtividade.

4. Ajuda a fortalecer o trabalho em equipe
Essa afirmação é especialmente verdadeira para as empresas em que os funcionários trabalham em diferentes locais. Redes sociais privadas como Yammer e Wikis podem possibilitar que grupos focados em projetos mantenham a equipe atualizada de forma mais eficiente sobre o avanço do trabalho do que um e-mail ou pelo telefone.

Ver um projeto crescer pouco a pouco por meio de uma rede social interna  pode alimentar o entusiasmo, o empenho e um senso coletivo de propósito e realização.

O lado ruim
Há, no entanto, o outro lado da moeda da mídia social, que muitos dos especialistas não gostam de abordar. A mídia social pode ser [na verdade, tem provado ser], em muitos casos – um dreno de produtividade.

Estudo realizado pelo instituto de pesquisas uSamp a pedido da harmon.ie., provedora de software para redes sociais, conclui que a “proliferação de ferramentas de colaboração e mídia social está custando às empresas milhões de dólares por ano em perda de produtividade.”

A pesquisa indica três causas principais. São elas:

1. Interrupção do trabalho
Mídia social é uma fonte de interrupções constante. O levantamento, realizado com 515 usuários de e-mail que trabalham em diferentes empresas dos Estados Unidos, revela que “cerca de 60% das interrupções de trabalho envolvem o uso de ferramentas como e-mail, redes sociais, mensagens de texto e mensagens instantâneas”, diz.

Na verdade, prossegue o estudo, 45% dos funcionários trabalham apenas 15 minutos ou menos sem serem interrompidos, e 53% dos colaboradores perdem uma hora por dia devido aos tipos diversos de distrações.

2. Tentador dos fracos
Ter o seu foco interrompido é ruim. Mas alguns funcionários que optam por parar o trabalho para mergulhar em suas redes sociais é pior ainda.

Segundo a pesquisa da uSamp, dois em cada três entrevistados disseram que “interrompem uma reunião para se comunicar com outra pessoa digitalmente, respondem e-mail (48%), ligações no telefone celular (35%), conversam via IM (28%), atualizam seu status em uma rede social (12%) ou tweetam (9%).”

Durante uma reunião interna, esses números, sem dúvida, aumentam quando os empregados esperam pelos demais participantes. Por que você acha que há fazendas muito bem cuidadas em FarmVille?

3. Pensamento que flui
Constantes interrupções não apenas reduzem o tempo dos funcionários no ambiente de trabalho, como também têm impacto negativo sobre a qualidade dos pensamentos do profissional.

Como qualquer pessoa com filhos pequenos sabe, você simplesmente não pode se concentrar, se estiver o tempo todo desviando a atenção, voluntariamente ou não. Pensamento profundo exige concentração sustentada. E “agora onde eu estava?” não se qualifica como um pensamento profundo.

Veja a situação da seguinte forma: se o Facebook ou o Twitter existissem há um século, a famosa equação de Albert Einstein mostrando equivalência massa-energia poderia ter sido algo como: E = 🙂

Não há dúvidas de que ferramentas de comunicação social chegaram ao mundo corporativo para ficar. As empresas que bloqueiam o acesso a redes sociais e a sites não comerciais (quase metade limita o acesso, segundo a pesquisa) correm o risco de alienar os funcionários e perder muitas vantagens criadas pela revolução social. Provavelmente, o melhor a se fazer é focar na eficácia do profissional, e não desperdiçar tempo e a energia com uma repressão moral.

Fonte de Pesquisa

Notebooks na mira do crime

Clique para AmpliarLaptops e outros objetos, como celulares e pen drives, foram apreendidos com dois homens, em maio deste ano
FOTO: FRANCISCO VIANA
Um dispositivo em forma de caneta pode estar sendo usado por bandidos para encontrar laptops em veículos

Da janela de casa, a jovem Aline (nome fictício) assiste a mais um arrombamento de veículo. Ela mora em frente a uma clínica médica do bairro Dionísio Torres, onde dezenas de pessoas, todos os dias, deixam seus veículos estacionados por longos períodos. “Já aconteceram vários roubos. Os bandidos tiram o vidro de uma das janelas do automóvel e roubam notebooks. Sempre notebooks”, conta a garota.Ela, o porteiro do condomínio e outras pessoas que residem no prédio já testemunharam a ação rápida dos bandidos. “Devem ser especializados neste tipo de crime, agem muito rápido. Quando a gente chama o Ronda, já estão fugindo”.

A história que a jovem conta bate com informações já confirmadas pela Polícia Civil do Estado do Ceará. Quadrilhas de arrombadores de veículos podem estar usando um equipamento novo e bastante sofisticado para detectar a existência de aparelhos eletrônicos dentro de automóveis. Trata-se do detector de redes Wi-Fi.Clique para Ampliar

Os dispositivos, encontrados em forma de canetas ou de um equipamento que lembra um telefone celular, localizam redes sem fio para encontrar os laptops deixados dentro de automóveis. Mesmo que a máquina esteja desligada, se o Wi-Fi estiver ativo o aparelho pode ser localizado pelo dispositivo, alertam especialistas no assunto.

O dispositivo em formato de caneta, por exemplo, possui um sensor que detecta a existência de redes wireless abertas. Quando uma rede sem fio é localizada, um led verde emite o alerta. Com uma rápida pesquisa em sites de busca na Internet, as opções de compra do produto aparecem à vontade. E por preços bem acessíveis.

Fortaleza

Os bandidos têm se aproveitado do desconhecimento da população sobre o assunto para praticar os crimes em série.

Em Fortaleza, a Polícia não confirma, ainda, a existência do dispositivo em poder de quadrilhas especializadas. Apesar disso, o caso que envolve o roubo de notebooks já tomou grandes proporções no Estado. No último dia 3 de junho foi desencadeada uma grande operação que mobilizou 40 policiais civis e militares para o cumprimento de dez mandados de prisão e busca e apreensão. Durante o trabalho, apenas um homem foi preso e diversos objetos furtados de veículos na área nobre da Capital foram apreendidos.

A investigação que resultou na posterior ação da Polícia visava desarticular uma quadrilha especializada no arrombamento de caminhonetes e carros de luxo, principalmente nos bairros da Aldeota e Meireles. O alvo do grupo criminoso eram notebooks que estavam dentro dos automóveis.

Classe média

A quadrilha, que já está sendo investigada há mais de seis meses – desde que começaram a ser registrados casos constantes de furtos de notebooks em veículos – conta com a participação de alguns jovens de classe média de Fortaleza.

Um dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça no início de junho foi cumprido numa mansão no bairro Dunas, na Zona Leste de Fortaleza, mas não havia ninguém na casa na hora do cerco.

Em 19 de maio deste ano, dois integrantes da quadrilha foram presos depois de serem perseguidos por uma patrulha do Ronda do Quarteirão do bairro Alagadiço Novo até a Aldeota. Os acusados, identificados como Anderson de Oliveira Silva, 20; e Edson Costa dos Reis Filho, 25, atuavam principalmente furtando laptops encontrados dentro dos carros estacionados em ruas próximas a colégios, faculdades e shoppings center nos bairros da Aldeota, Dionísio Torres, Papicu, Joaquim Távora e Meireles.

Com a dupla, a Polícia apreendeu diversos equipamentos eletrônicos e dinheiro trocado. Todo o material e os acusados, que já respondiam por furto, foram levados para o 2º DP (Aldeota), onde foi feito o flagrante.

O delegado Francisco Porto, titular do 2º DP, explica que o inquérito policial já foi encaminhado à Justiça e que já se transformou em processo. “Trata-se de uma quadrilha grande, que tem entre 15 e 20 integrantes. Do total, oito encontram-se em liberdade. Na época em que o inquérito foi concluído, representamos pelas prisões preventivas de todos eles. Sabemos que, em sua maioria, são jovens de classe média”.

FACILIDADE
Detectores vendidos na Internet

Dispositivos são comercializados em sites da Internet, por preços que variam de 20 a 45 reais, com frete grátis

“Esta caneta possui um sensor que detecta a existência de redes wireless abertas. Quando uma rede sem fio é detectada um led verde emite o alerta. Em qualquer lugar você pode testar a existência de rede sem precisar abrir o notebook. Também permite saber se existe alguma câmera de vídeo wireless espionando uma sala”. Com uma rápida pesquisa na Internet, pode-se observar a facilidade de se adquirir um equipamento como este, que os bandidos têm utilizado para rastrear os laptops.

Dentre os anúncios, existe a oferta do mesmo equipamento em formato de caneta, chaveiro, celular, relógio e até em bonés e camisas estilizadas.

Na mesma pesquisa, surge um link que ensina a construir um aparelho destes, de forma bem simples. Outro site oferece o produto em forma de chaveiro por menos de 30 reais.

Frete grátis

Num site de compra coletiva, o produto pode ser encontrado por um preço bem menor. Há ofertas que variam de 22,90 com frete de apenas seis reais até 45 reais, com frete grátis. Em menos de 10 minutos, encontramos dezenas de ofertas.

Apesar de a Polícia não confirmar, ainda, a utilização deste equipamento para furto de notebooks no Estado, há evidências que apontam para isso. Um policial civil afirmou ter conversado com testemunhas que sabem da existência do dispositivo em posse de bandidos no Ceará.

“Não temos comprovação técnica de que as quadrilhas estejam agindo com a ajuda desse dispositivo, no Estado. Pelo menos, até o momento”, afirma o delegado Francisco Porto.

Segundo o delegado, o que já ficou comprovado por meio de depoimento de testemunhas foi a participação indireta de seguranças e vigias na ação dos bandidos, fornecendo informações sobre quem tem ou não computadores portáteis nos veículos. “Especialmente nos bairros da Aldeota, Meireles e Praia de Iracema, onde havia maior incidência destes crimes”, relata o delegado.

Jairo Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), que acompanhou de perto as investigações do 2º DP, afirma que a Polícia de toda a Capital ainda está alerta para a ação da quadrilha. “O trabalho continua acontecendo. Inicialmente, o foco maior foi na área da cidade coberta pelo 2º DP, onde tinham sido registrados mais casos. Agora, a orientação foi estendida a todas as outras distritais, cada uma fica atenta para sua área”, esclarece.

De acordo com o analista de suporte e especialista em redes, Jensen Clayton, já existe a preocupação dos usuários de computadores portáteis com outro tipo de rastreador, que detecta a presença de Lítio em baterias de celulares, palmtops, notebooks e outros aparelhos eletrônicos similares. “Já houve registro de casos assim, discutidos em fóruns da Internet relacionados ao assunto”, explica

CUIDADOS
Especialista dá dicas de segurança aos usuários

“A popularização das redes WiFi nos trouxe também sua vulnerabilidade aliada à falta de políticas de segurança da informação claramente definidas”, avalia Rita Castro, perita em computação forense e especialista em Criptografia e Segurança de Computadores.

Segundo ela, “as vulnerabilidades das redes wireless podem ser minimizadas desde que os usuários configurem seus dispositivos de maneira adequada, se possível com o auxílio de um especialista. Um notebook possui uma série de dispositivos que utilizam a tecnologia wireless, cada dispositivo desse, quando mal configurado, caracteriza-se como uma porta aberta para que invasores furtem informações, possibilitando ainda o roubo do equipamento”.

Como dica de segurança, Rita Castro aconselha que se desligue as conexões ad-hoc dos dispositivos wireless do seu computador, quando você não estiver usando-as. “O seguro morreu de velho. Então certifique-se de ter um backup de seu notebook sempre atualizado. Além disso, anote o endereço IP e o endereço MAC de sua placa de rede e do seu dispositivo Wi-Fi. Através deles pode-se rastrear a máquina em caso de roubo, desde que tenha o programa de monitoramento no equipamento”.

NATHÁLIA LOBO
SUBEDITORA DE POLÍCIA

10 tecnologias que vão mudar o mundo na próxima década

Robôs substituindo pessoas, a internet ampliando sua capacidade de forma expressiva. Você sabe o que o futuro reserva?

Por Julie Bort, da Network World/US

20 de julho de 2011 – 07h30

Da mesma forma que o poder computacional aumenta exponencialmente, o mesmo acontece com as mudanças em TI. Isso quer dizer que os próximos dez anos devem ser pautados por novidades tecnológicas muito mais intensamente do que nos últimos dez anos.

Tecnologia disruptiva é, por natureza, imprevisível, mas ainda é possível identificar os trabalhos que serão desenvolvidos nos laboratórios de P&D em todo o mundo e verificar o que o futuro reserva. Esse é o trabalho em tempo integral de Dave Evans, futurista-chefe da Cisco e tecnólogo-chefe da Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG).

Evans lista a seguir o que acredita ser as dez principais tendências que vão mudar o mundo em dez anos.

1. A internet das coisas

A Cisco IBSG prevê que o número de coisas conectadas à internet vai chegar a 50 bilhões até 2020, o que equivale a mais de seis dispositivos para cada pessoa na Terra. Muitos de nós já temos três ou mais dispositivos, como PCs, smartphones, tablets e televisão, conectados em tempo integral na web. O próximo passo são as redes de sensores, que “coletam, transmitem, analisam e distribuem dados em grande escala”, diz Evans.

Esses sensores, baseados em padrões como Zigbee, 6LoWPAN e Z-wave, já estão sendo usados de maneira surpreendente. O Zigbee está sendo incorporado em aparelhos inteligentes. Já o 6LoWPAN é usado pelo cientista norte-americano Vint Cerf para o sistema de monitoramento de clima de adega. O Z-Wave é a base para o serviço de automação inteligente residencial da Verizon.

Mais formas criativas estão surgindo. A Sparked, uma startup holandesa, está implantando sensores nas orelhas de gados para monitorar a saúde do animal e sua localização no pasto. Sensores estão sendo incorporados em sapatos, na medicina, nos inaladores para asma e em dispositivos médicos. Há até uma árvore na Suécia com sensores que twittam (@connectedtree ou # ectree) sobre seu humor e pensamentos, com um pouco de ajuda de tradução de um motor de interpretação desenvolvido pela Ericsson.

2. Não mais grandes dados, mas um zettaflood

Cerca de 5 exabytes de informações únicas foram criadas em 2008 – o equivalente a 1 bilhão de DVDs. Três anos depois estamos criando 1,2 de zettabytes, sendo um zettabyte igual a 1.024 exabytes. “É o mesmo volume de dados que cada pessoa na Terra geraria ao twittar por cem anos, ou assistir durante 125 milhões de anos o seu programa de TV favorito de uma hora”, diz Evans. Nosso amor pelo vídeo de alta definição é responsável por grande parte desse aumento. A Cisco acredita que 91% dos dados na internet em 2015 serão compostos por vídeos.

Grande parte do foco de desenvolvimento da Cisco prega o chamado “zettaflood”, que  exigirá que as redes sejam aprimoradas para que possam mover mais dados, e não deixar que o amor por vídeos acabe.

3. Tudo na nuvem

Grande parte do zettaflood de dados será armazenado na cloud. Certamente, a maior parte dele já está sendo acessada pela nuvem. Em 2020, um terço de todos os dados estará ou passará para a nuvem, prevê a Cisco. A receita dos serviços globais em cloud vai saltar 20% ao ano, e os gastos com TI com inovação e computação em nuvem podem chegar a 1 trilhão de dólares em 2014.

Isso é suficiente para criar o próximo Google. “A nuvem já é poderosa o suficiente para nos ajudar a nos comunicar em tempo real por meio de tradução de idiomas, a aumentar nosso conhecimento de acesso a supercomputadores poderosos, como o Wolfram Alpha, e a melhorar a nossa saúde, utilizando plataformas de computação, como o novo Watson da IBM“, diz Evans. “Somos capazes de nos comunicar de forma muito mais rica.”

Além do vídeo, o poder de computação da nuvem entregue em dispositivos muda a nossa capacidade de nos comunicarmos em tempo real. Agora, a busca por voz em um telefone Android envia a consulta para a nuvem do Google para decifrar e retornar com os resultados buscados. “Vamos ver mais inteligência construída em comunicação, como informações contextuais e baseadas em localização”.

Com um dispositivo sempre conectado, a rede pode passar informações de presença, identificar se uma pessoa está dormindo, e enviar uma chamada para a caixa postal. Ou saber ainda se a pessoa está viajando a 60 quilômetros por hora em um carro, e que aquele não é o momento adequado para realizar uma chamada em vídeo. É claro que, até lá, provavelmente vamos todos usar carros sem condutores e sermos livres para conversar enquanto nossos automóveis nos levam por aí.

4. A próxima internet

Para exemplificar como a rede melhorou nos últimos anos, ele cita a internet de sua casa. Segundo ele, o desempenho da sua rede aumentou 170 mil vezes desde 1990, quando ele tinha apenas uma conexão telnet.

Hoje, Evans tem uma conexão constante e mais de 50Mbps de largura de banda, o suficiente para realizar telepresença, streaming de filmes e jogos on-line ao mesmo tempo. Nos próximos dez anos, Evans espera que a velocidade da web em sua casa aumente 3 milhões de vezes.

Enquanto a maioria da indústria está focada em 40G e 100G, as novas formas de rede também estão sendo criadas. O cientista Cerf avalia os novos protocolos necessários para construir uma rede interplanetária, que pode enviar dados em grandes distâncias, sem esbarrar na latência.

Evans observa que redes multiterabit que usam lasers estão sendo exploradas. Um trabalho precoce nesse sentido está acontecendo em um conceito chamado “networking quantum”, baseado na física quântica. Ele envolve “emaranhamento quântico”, em que duas partículas estão entrelaçadas e que podem ser separados por qualquer distância. Quando uma é alterada, a outra também é.

5. O mundo ficou menor

Com conectividade o tempo todo, as redes sociais, por exemplo, têm o poder de mudar culturas, assim como vimos na Revolução Egípcia. Influências sociais continuarão a se mover rapidamente entre as culturas.

Um mundo com pouca distância, situação gerada pela expansão do virtual, também significa disseminação mais rápida da informação. “Tweets de pessoas no Japão durante o recente terremoto foram enviados para os seguidores antes mesmo de o Serviço Geológico dos EUA emitir o alerta de tsunami oficial para o Alasca, Washington, Oregon e Califórnia”, diz Evans.

A captura, a difusão e o consumo de eventos estão mudando de “tempo recente” para “tempo real”. Este, por sua vez, vai ter mais influência entre as culturas.

6. Energia solar a caminho

A população humana também continua a crescer e Evans estima que uma cidade com 1 milhão de habitantes será construída a cada mês ao longo das próximas duas décadas. Métodos mais eficientes de energia dessas cidades serão uma necessidade.

“A energia solar sozinha pode satisfazer nossas demandas de energia. De fato, para atender à demanda global de hoje, 25 locais de transmissão de energia solar serão necessários. Cada uma composta por 36 quilômetros quadrados. Compare esse volume com 170 mil quilômetros quadrados de área de floresta destruída por ano”, diz Evans. Um centro solar poderia ser concluído em apenas três anos.

Tecnologias para tornar esse cenário possível estão a caminho. Em junho, pesquisadores do Oregon State University mostraram um método de baixo impacto para “imprimir” células solares usando uma impressora a jato de tinta.

7. Pense em um alimento e faça-o na hora

Mais itens vão passar do físico para o virtual. Hoje, nós fazemos o download de livros e filmes, em vez de comprar livros e DVDs. A tecnologia chamada impressão 3D nos permitirá instantaneamente fabricar qualquer item físico, de alimentos a bicicletas, usando a tecnologia da impressora.

“Impressão em 3D é o processo de juntar materiais para desenvolver objetos no modelo 3D, geralmente camada sobre camada”, diz Evans.

Atualmente, alguns itens, como brinquedos, estão sendo impressos e como o processo é realizado em camadas de materiais, eles são impressos totalmente montados e decorados.

“Em um futuro não muito distante, seremos capazes de imprimir órgãos humanos”, aposta Evans. Em março, o Dr. Anthony Atala do Wake Forest Institute para Medicina Regenerativa imprimiu o molde de um rim. Não era composto por tecido vivo, mas o conceito funcionou bem.

8. Outra árvore genealógica

Humanos virtuais, tanto robôs como avatares on-line serão adicionado à força de trabalho. “Personagens animados podem reconhecer a fala e converter texto em fala”, diz Evans.

Em 2020, os robôs serão fisicamente superiores aos seres humanos. O projeto da IBM chamado Blue Brain, por exemplo, tem a missão de, em dez anos, criar um cérebro humano, utilizando hardware e software.

Em 2025, a população de robôs vai superar o número de seres humanos no mundo. Em 2032, os robôs serão mentalmente superiores aos humanos. E até 2035, os robôs poderão nos substituir completamente na força de trabalho.

Além disso, veremos a criação de avatares sofisticados. Evans aponta o Watson da IBM como um modelo para o ser humano virtual. O Watson foi capaz de responder a uma pergunta retornando um único resultado preciso. Um paciente pode usar uma máquina virtual em vez de uma pesquisa de WebMD. Ou hospitais podem, por exemplo, aumentar o atendimento ao paciente com máquinas virtuais.

Realidade aumentada e baseada em gestos entrará nas salas de aula, em instalações médicas e nas comunicações. “Hoje, a visão de máquina permite aos usuários tirar uma foto de um puzzle Sudoku com seu smartphone e tê-lo resolvido quase que imediatamente”, observa ele.

9. Sim, há uma cura

“Nada de usar marca-passos”, diz Evans. Nos próximos dez anos, ele acredita que as tecnologias médicas vão crescer de forma muito mais sofisticada à medida que o poder da computação se torna disponível em formas menores. Dispositivos como nanobots e a capacidade de crescer órgãos para reposição de nossos próprios tecidos será comum. “A integração final pode ser interfaces cérebro-máquina que, eventualmente, permite que as pessoas com lesões na medula espinhal, por exemplo, possam ter vidas normais”, diz ele.

Hoje, já temos cadeiras de rodas controladas por meio da mente, um software da Intel pode escanear o cérebro e dizer o que você está pensando e ferramentas que podem realmente prever o que vai fazer antes de fazê-la.

10. Seres humanos ou Borgs?

De acordo com Stephen Hawking, “os seres humanos estão entrando em uma fase de evolução”. “Se pensarmos na tecnologia médica em um próximo nível, pessoas saudáveis poderão criar ferramentas para si”. Evans dá alguns exemplos:

Julho de 2009 – Pesquisadores espanhóis descobrem substância para a memória fotográfica.

Outubro de 2009 – Cientistas italianos e suecos desenvolvem a primeira mão artificial com sentimento.

Março 2010 – Implantes na retina restauram a visão de pacientes cegos.

Junho 2011 – Texas Heart Institute desenvolve um coração sem pulso, sem obstruções e sem avarias.

Enquanto o uso precoce dessas tecnologias é direcionado para reparar o tecido saudável ou corrigir as consequências de uma lesão cerebral, melhorias de aparência também estarão disponíveis a todos.

Em última análise, os seres humanos usam tanta tecnologia para consertar, melhorar ou aprimorar nossos corpos, que se tornarão os Borgs, fictícia raça alienígena de ciborgues no universo de Jornada nas Estrelas. Futurista, Ray Kurzweil é pioneiro em relação a essa ideia, um conceito que ele chama de singularidade, o ponto em que homem e máquina se fundem e se tornam uma nova espécie.

Kurzweil acredita que isso vai acontecer por volta de 2054. Evans não está convencido sobre a singularidade, particularmente em relação à visão de Kurzweil, mas concorda que estamos caminhando para que isso aconteça.